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Filha de mulher que teve corpo queimado por companheiro ateia fogo a casa da mãe

Publicada em: 26/03/2025 22:02 - ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A jovem de 22 anos, Anny Santos, filha de Claudiane Maria Joventino dos Santos, que teve 70% do corpo queimado pelo companheiro no início do mês no bairro Antares, invadiu a casa onde a genitora morava e ateou fogo no imóvel.

Em entrevista à TV Pajucara, a jovem contou que estava fragilizada após receber a notícia de que sua mãe não tinha resistido aos ferimentos e acabou incendiando a residência em um momento de desespero. “Fiz isso em um momento de raiva. Agi por impulso. Ele (acusadonão trabalhava e quem sustentava a casa era minha mãe. Tudo que estava ali dentro era dela, a cama e os demais itens. O fogo não chegou a atingir nada dos vizinhos, só as coisas que eram da minha mãe”, contou Anny, bastante abalada.

Anny Santos relatou ainda que sua mãe vivia em uma relacionamento abusivo há pelo menos oito anos. Ela chegou a pôr fim ao casamento com o acusado algumas vezes, mas acabava retornando o relacionamento por conta da dependência emocional.

“Ela tentou se separar dele várias vezes, mas não conseguiu. Ela tinha dependência emocional dele e sempre caía na chantagem porque ele falava que ia mudar, mas isso nunca acontecia. Aí, acabou que no último caso, ele ateou fogo nela, a trancou dentro de casa e aumentou o som. Só me pergunto porque os vizinhos não denunciaram o som alto por quase 24 horas”, disse.

A jovem relatou ainda que durante os 24 dias em que a mãe esteve internada lutando pela vida no Hospital Geral do Estado (HGEa família teve que lidar com o sarcasmo de parentes do acusado.

“Enquanto minha mãe estava internada, a família dele estava debochando da situação. Eles mandaram áudio dizendo para ‘ficar de boa que estavwm curtindo daquele jeitinho’. Isso eu sofrendo com minha mãe, ela dependendo de todo mundo. Agora ela morreu. Meu irmão, de 10 anos, tinha perdido o pai recentemente e agora a mãe também. Eu não quero vingança, só peço Justiça e que ele pague pelo que fez”, narrou.

Anny Santos ainda fez um alerta a todas as mulheres que sofrem com violência doméstica. “Eu peço que todas as mulheres que sofrem agressões denunciem. Não deixe a coisa dobrar de tamanho para não chegar ao ponto do que aconteceu com minha mãe. Se você sofre algum tipo de agressão, procure ajuda e não deixe barato”, alertou.

Claudiane Maria sofreu queimaduras em cerca de 70% do corpo após ser atacada pelo próprio marido no dia 1º de março deste ano dentro da residência do casal, no bairro do Antares.

Segundo as investigações policiais, a mulher lavava a louça na cozinha da casa quando o acusado passou a agredi-la fisicamente. Na sequência, ele jogou álcool e ateou fogo.

Mesmo bastante ferida, a mulher só conseguiu socorro no dia seguinte já que o autor fechou as portas da residência e aumentou o volume do som com o intuito de impedir o atendimento médico.

Logo que tomou conhecimento, a Polícia Civil foi até o Hospital Geral do Estado (HGEonde tomou o depoimento da vítima e ouviu várias testemunhas, representando pela prisão preventiva.

O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2), que conseguiu prender o acusado cinco dias após o crime.

Claudiane Maria passou 24 dias internada no HGE,  mas acabou morrendo na madrugada desta terça-feira (25).

Canais de denúncia

Se a mulher se deparar com qualquer situação que configure violência doméstica pode denunciar por meio do número 180, Central de Atendimento à Mulher.

A Central de Atendimento à Mulher é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

  • orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;
  • informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;
  • registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes;
  • registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (619610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

Com  alagoas24horas

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